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sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Em que posso ajudar?

Há, mais ou menos, uma semana, quando ligo no SAC da Claro pelo celular, diz a seguinte mensagem: "Claro informa: você não possui este serviço". Mas, quando eu ligava pra outros celulares, a ligação completava normalmente. Hoje, minha mãe pegou o aparelho pra ligar pra um número qualquer e essa mensagem começou a aparecer. Fui obrigado a, antes mesmo de tomar café, ter que ligar para o SAC pelo telefone de casa e mergulhar no paciente mundo dos atendentes. O que eu nunca imaginei é que um atendente meio gago atendesse.
- Boa... tarde... em que posso ajudar?
- Eu estou com problemas de sinal.
- E-eu v-vou precisar que o senhor me confirme alguns dados. Nome, cpf, data de nascimento, telefone, cor preferida, tamanho do calçado e seus maiores medos e esperanças, senhor.
Confirmei t-tudo e aí, disse:
- Eu tento efetuar ligações e aparece uma mensagem dizendo que eu não possuo este serviço.
- U-um momento, senhor. 
Depois de um tempo:
- É-É, s-senhor, consta aqui uma p-pendência no setor financeiro.
- Mas como, se eu efetuo ligações e envio torpedos normalmente?
- É-É o que consta, senhor.
- Passe para um supervisor, por favor.
- ... ... ... (isso foi um silêncio enorme)
Depois, lá vem ele de novo:
- O-o p-problema é esse, senhor.
- Não é e você claramente não está entendendo o que eu estou falando.
- O-O s-senhor está dizendo que as informações que eu estou dando não são verdadeiras? (o gaguinho precisou repetir 2 vezes até eu entender).
- Não. Eu. estou. dizendo. que. você. não. está. entendendo. o. que. eu. estou. dizendo. e. eu. quero. falar. com. um. supervisor.
O cara devia ser treinado por Rambo, porque ele não desistia.
- M-mas, senhor, consta que a linha est-tá s-suspensa.
- Como pode estar suspensa para alguns números e para outros, não? Além do mais, quando realmente está suspensa, a mensagem que aparece é "Celular programado para não realizar ligações". A mensagem que está aparecendo é "Claro informa: você não possui este serviço".
Até fiz uma demonstração, mas o gaguinho rambo estava irredutível:
- É-É, senhor, eu falei c-com meu supervisor e ele informou o que eu p-passei para o senhor.
- ... Você é gago? (eu até tentei segurar, mas não deu)
- ...
- Eu quero o número de protocolo e o seu nome.
- O protocolo é 666 (não foi esse que ele disse, mas eu entenderia se tivesse).
- Sim, e o seu nome?
- Rogério (kkkkk)
Me diga: vou levar a sério o que alguém chamado Rogério E gago tá falando?
- P-Posso ajudar o s-senhor em ... mais alguma coisa?
- TÁ DIFÍCIL, HEIN? - e desliguei.
Que saudade que tive do gerúndio.


Nota: se você também tem Claro e passa pelo mesmo problema, eu descobri que essa mensagem só aparece quando você tenta ligar para um número que não está nos seus contatos. Pra contornar isso, adicione o número que você consegue ligar aos seus contatos.

terça-feira, 20 de julho de 2010

Gerundismo de pobre

Acho que vocês conhecem o gerundismo de pobre. Se não conhecem, é aquele papo de "eu podia estar roubando, eu podia estar matando, mas estou aqui, pedindo". Como mais um dia de estreias, conheci um associado desse clube.
Estava lá eu, com uma amiga, saindo de um restaurante, quando esse sujeito cabeludo (sem preconceitos, é pra ajudar na caracterização), se aproxima gentilmente.
- Amigo, eu não sou ladrão não, eu só queria um momento de sua atenção. 'Tô viajando o Brasil de bike, já pedalei 700 km e vou pra Salvador, que são mais 300, hehehe. Queria mostrar meu artesanato.
- Poxa, cara, não tenho. Se eu tivesse trocado, eu daria mesmo.
(Aprendi a usar essa com lavadores de carro, é muito boa, mas eu realmente não tinha naquela hora).
Ele continuou, um pouco exaltado:
- Não 'tô pedindo dinheiro, mas vê só minha bike.
Olhei e concluí em alguns segundos que não tinha como aquele maluco ter vindo mais longe do que a casa dele com aquela bicicleta.
- Poxa, cara, não tenho. Se eu tivesse trocado, eu daria mesmo.
O carinha começou a ficar mais exaltado, mostrando um arame enrolado e um alicate:
- Pô, eu sou trabalhador, não sou mendigo não, se eu estivesse roubando, você daria, né?
- Poxa, cara, não tenho. Se eu tivesse trocado, eu daria mesmo.
Nisso, minha amiga já tinha atravessado a rua. Fui criado nas ruas, então fiquei lá repetindo minha técnica até ele desistir.
- Porra, sociedade hipócrita do caralho, se eu fosse ladrão... Isso, menina, vá lá, sua *piiiii*
Nessa hora, eu já não tava ouvindo mais nada e tinha atravessado a rua. E ele nem me mostrou o tal artesanato. Mal-educado.