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segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Como identificar ritmos musicais

Música ruim, tudo bem. Música ruim e alta numa casa vizinha, nada bom. Agora, música ruim e alta, cantada EM KARAOKÊ, é covardia. É com esses períodos de efeito que eu começo uma pequena lição para você que é estrangeiro e que não sabe identificar aos certos os ritmos musicais. Ou, para você que é jovem demais, porém já muito inteligente, pois está lendo este blog. Você pode identificar qual o ritmo musical com base na sensação que lhe for provocada:

1) Se te der vontade de pular e se você facilmente conseguir encaixar gritos de "vai, vai, vai" ou se o(a) cantor(a) mandar o clássico "tira o pé do chão", é AXÉ;

2) Se você se sentir ofendida enquanto mulher, esse ser lindo e maravilhoso que é, ao mesmo tempo em que ouve frases do tipo "vai, sua safada, vai, vagabunda" e presencia supostos homens que requebram mais (e não "melhor", fique claro) que você, é PAGODE;

3) Se você se sentir ofendida enquanto mulher, esse ser lindo e maravilhoso que é, ao mesmo tempo em que leva tapinhas na bunda, é FUNK. Não importa que lhe digam que "um tapinha não dói", ninguém sai de casa disposto a levar tapas na bunda de um estranho. E nem venha me dizer que pessoas já engravidaram em baile funk, isso é lenda;

4) Se te der vontade de dar outro tipo de "tapa", é REGGAE. Ou, se te der vontade de lavar carros por 10 reais, também, já que é o ritmo oficial dos lavadores;

5) Se te bater um desespero, dando vontade de ligar pra sua esposa preocupado com uma suposta traição, mesmo que você nem seja casado, é BREGA;

6) Se te der vontade de tomar um chopp enquanto conversa com os amigos ou a família, é SAMBA;

7) Se te causar uma estranha necessidade de ligar para um Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC) só pra ouvir a música de espera, é MÚSICA CLÁSSICA;

8) Se bater aquela vontade de convidar uma amiga com saia pra dançar uma dança proibida, é LAMBADA e nós nem deveríamos estar falando nisso, uma vez que essa é a "Dança proibida";

9) Se te der vontade de deixar o cabelo crescer, não tomar banho e ser muito mala jogando futebol, é TANGO;

10) Caso você queira fazer malabarismos com pirulito na boca por 15 horas seguidas, é MÚSICA ELETRÔNICA;

11) Caso você tenha vontade de entrar pra uma gangue ou se já fizer parte de uma e estiver esperando sair sua condicional, é HIP HOP;

12) Se te der vontade de simplesmente espancar quem está tocando, duas notícias: a ruim é que é EMO/HAPPY ROCK. A boa é que você não é gay;

13) Caso te dê vontade de curtir as coisas boas da vida, é ROCK;

14) Se você tiver vontade de recitar poemas em vez de cantar enquanto sua cara tá pintada de palhaço e malabaristas ficam descendo de cordas, eu realmente não sei que porra é isso.

Dedico esse post a Mateus Edward, o vampiro-zagueiro-três-pernas e futuro companheiro de vela e de BMW.

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Atrás do trio elétrico...

...só não vai quem ganhou abadá de Carlinhos Brown. Abadá: palavra de origem africana que significa camiseta, geralmente colorida, utilizada para shows, festas e manifestações carnavalescas, mas que algumas pessoas pensam que é roupa e vão com ela ao shopping.




Em 2009, fui com meu irmão pro carnaval de Salvador, já que o site em que minha irmã trabalha faz a cobertura todo ano e tem camarote lá. Os baianos provavelmente devem achar 7 dias de festa pouco, mas, para mim, 5 dias aguentando "vai buscar dalila" 20 vezes por noite foi o suficiente. Um guerreiro.
Por mais que ficar bebendo, comendo frituras e vendo celebridades do mais alto nível, tipo o ex-bbb Fernando, seja muito legal, sair num bloco não seria nada mau. Lá para o segundo dia, conseguimos, de presente, pulseiras pro bloco de Carlinhos Brown. De graça, incrível!
Eu nunca fui nenhum especialista em micaretas ou coisa do tipo, mas logo falei pra meu irmão:
- CARLINHOS BROWN? VOCÊ TÁ LOUCO? NÃO VAI DAR NINGUÉM!
- Que nada, é Salvador, po.
- NÃO TEM NEM ABADÁ!
- É Salvador, po (argumenta muito esse garoto).
Carlinhos Brown tava usando terno e um cocar. A gente tava na frente, embaixo de uma baleia gigante, feita de garrafa pet e que cuspia papel picado. Tinha mais gente na minha família. Tava tão vazio que dava pra eu abrir os braços, dar um mortal e não atingir uma pessoa. Sem brincadeira. Parecia uma procissão.


não como esta.


como esta.


Padre, pequei, desculpe, uma procissão teria sido muito melhor. Acho que duramos uma hora, até que resolvemos procurar algo melhor. Ir embora, por exemplo. No dia seguinte, acabamos ganhando um abadá (finalmente!) pra um tal de André Lelis. Ele é a versão Cláudia Leitte de Durval Lelis. Ou seja, a mesma voz. Vi agora no google que são irmãos, então faz sentido. 
Então, nesse bloco, o índice de presença era bem maior, mas não pude deixar de notar que tinha muita gente feia. Não que eu esteja com mimimi, mas o negócio não tava bom mesmo. Pensei: "Asa de Águia, em SALVADOR, e gente assim? Estranho". Mais ou menos uma hora depois, o tal do André Lelis fala:
- E atrás de mim, Durval com o Asa de Águiaaaaa!
Eu:
- Então quem é esse cara?
Acabamos não indo até o final, já que não tínhamos muita motivação, né. Conseguimos abadás pra Cláudia Leitte, mas o esperto do meu irmão não acordou e perdemos. O saldo final, quando voltamos pra casa, é que foi melhor ainda: os dois foram pro hospital, ele com uma infecção alimentar e eu desmaiei e bati a cabeça na parede. Com Carlinhos Brown não se brinca.