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sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Roberto?

Anos ganhando pontos com os pais te permitem fazer algumas besteiras e não ser acorrentado ao pé da cama. Era 2005, eu ainda tinha a carteira provisória de motorista, mas reinava absoluto sem ter que dividir o carro com meu irmão. Já não dividimos mais faz tempo, principalmente graças a um celular que ele tinha, que evoluiu para um Fusca e para um outro carro bem melhor posteriormente. Eu, por exemplo, só precisei desmaiar pra ganhar um carro zero. História verídica.
O fato é que eu tinha 18 ou 19 anos e estava no auge da estupidez que só essa idade pode proporcionar. Ainda continuo estúpido. Fui com uma amiga para uma festa na casa de uns amigos. Antes, passamos no supermercado e compramos vodca, pingo d'ouro, refrigerante e um twix (glicose para depois, o tolo aqui pensou). Eu comecei a beber nessa época, portanto bastava muito pouco pra me deixar pronto pra ficar nu. Na verdade, até hoje basta pouco, já que não bebo muito, mas não sou de revelar meus segredos.
Chegamos à festa, coisa de 15 pessoas, no máximo. Bebi alguns copos de guaraná com vodca. Pensei que o nome hi-fi servisse pra qualquer vodca que tivesse refrigerante, mas acabei de constatar que não. Que descoberta. Comi o pingo d'ouro antes, pra tapear a fome. Provavelmente eu só adquiri uma pedra no rim de tanto sal que tem nesse negócio, mas acho que valeu. 
Começamos a jogar um jogo simples, porém mortal: todos faziam um círculo e você "assumia" o nome de quem tava à sua direita, e assim seguia. Se Fernanda estava à sua direita, você passaria a se chamar Fernanda e teria que falar "quem não bebe é Fernanda, quem bebe é fulano". Acho que só tinha duas maneiras de errar: falando seu próprio nome ou dizendo "quem bebe é Fernanda". Eu, na prática, percebi que havia uma terceira e surreal maneira de você errar.


tá bêbado(a)?

Eu já tinha bebido 2 ou 3 copos de vodca com guaraná e tinha virado algumas tampinhas de vodca (altamente selvagem o jogo), portanto meu raciocínio tinha começado a ficar comprometido. Quem estava à minha direita era Pardal, que eu acho que tem esse nome por ser quase da altura dos pardais de trânsito. Eu só tinha que falar "quem não bebe é Pardal, quem bebe é fulano". No entanto, minha consciência disse: "fale 'quem não bebe é Pardal, quem bebe é o primeiro nome que vier à cabeça, MENOS Pardal' ". Eu cumpri as ordens e falei:
- Quem não bebe é Pardal, quem bebe é Roberto.
Todo mundo parou.
- Hã?
- Hã?
- Roberto?!
Não havia nenhum Roberto e nenhum Roberto havia passado por ali. Na verdade, o único Roberto que eu conheço nunca foi chamado por esse nome, então podemos concluir que eu vacilei. Coloquei as mãos na cabeça quase que instantaneamente.
- Merrrrrda!
E mais uma tampinha de vodca na conta. Fui deitar pra tirar um cochilo. Numa festa. Às 3h da manhã. Minha amiga acordou e aí eu peguei o meu twix, como se fosse o espinafre do Popeye, iria me deixar como novo. No primeiro pedaço eu tava: "muito doce, não dá, quem foi que comprou isso?". 
Minha amiga pediu a chave do carro e eu nem hesitei em dar. Ainda perguntei:
- Eu vou com você?
- Vai, sim.
Isso no meu carro. E até hoje há um pequeno grupo de pessoas que só me conhecem como Roberto. Foi uma boa festa.

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Resoluções de ano novo


Resoluções de ano novo são como broncas de mãe: sempre a mesma coisa e não adiantam nada, porque a galera sempre tá fazendo besteira. Eu acho que a questão não é você se organizar e traçar objetivos, isso qualquer pessoa deveria fazer sempre na vida. O problema é quem acha que o mundo vai acabar dia 31/12 e recomeçar dia 1º de janeiro. Que basta pular 7 ondas, pedir pra "Fulano de Oxum" jogar uma água maluca em você ou colocar caroços de uva na carteira que seus problemas serão resolvidos.
Eu mesmo já coloquei - por sugestão de uma tia-avó - caroços na carteira. A única resolução que isso trouxe foi ter me obrigado a comprar uma carteira nova. Também já determinei como meta aprender a tocar saxofone. Escrever num papel ajuda bastante. Nesse caso, me ajudou a parar de ser bichinha e ter metas de homem. Afinal, saxofone só serve pra duas coisas: trilha sonora de filme pornô e tocar em formaturas. A cada festa, Kenny G fica mais rico. Desafio quem nunca ouviu essa música em nenhuma celebração a comentar aqui. Essa tocou na minha Formatura do ABC, com 7 anos, e na da faculdade, aos 23. 
Quem pula ondas e guarda caroços de uva certamente deve acreditar em horóscopo. Eu não consigo compreender como Marte se alinhar com Saturno pode influenciar minha vida. Se Marte se chocar contra a Terra é que eu posso começar a acreditar. E outra: só porque determinadas pessoas nasceram em datas próximas significa que elas são muito parecidas ou iguais? Então, só há 12 tipos de personalidade no mundo? Que loucura.
Por isso, eu vou ser bem legal e colocar algumas sugestões de itens para as pessoas seguirem no ano que se aproxima:






1- Parar de andar na esquerda a 40 km/h
Ou minha cidade concentra o maior número de barbeiros por metro quadrado do mundo ou isso acontece também em outros lugares e eu devo fazer uma camisa e abraçar ainda mais essa ideia. Minha mãe quase derrubou um cara de moto que fazia isso. Foi massa, mas tive um medo da porra.


2- Parar de ouvir músicas bregas/ruins dizendo que é engraçado
Quando você coloca "gata da academia" no carro, à beira da piscina e em qualquer festa pelo menos 5 vezes, você não acha a música engraçada, você gosta dessa porcaria. E não to falando do meu irmão, ele acha engraçado e gosta. Falo das pessoas sem personalidade.

3- Parar de jogar lixo na rua
Na primeira série, um menino de outra turma entrou no meio da aula e pediu pra cantar uma pequena canção de sua autoria. Era assim: "Jogue lixo no lixo, não jogue lixo no chão, vamos deixar esta escola bonita como esta canção". O nome dele era Fiuk. Brincadeira, era meninO. Eu levei isso pra sempre e transformei em tapas na cabeça ou buzinadas e um grito de "seu porco!". Tá, nunca gritei pra ninguém, mas já dei cada olhada, mêu...


4- Atendentes de telemarketing
Aqui não há nenhuma necessidade de "parar" algo, é de exterminar mesmo. Um exemplo foi esse. Mas ele pelo menos só era tapado, o pior é quando ligam do banco. Até aí tudo bem, normal. Só que quando perguntam "se o senhor poderia informar o motivo do não-pagamento", isso me irrita. "Isso é irrelevante", eu respondo. Sim, vou fazer um curso de respostas-baixaria em 2011, que resposta...


5- Parar de usar expressões de retardado
"Ninguém merece", "aloka", "ficadica", "a festa foi mara" são autoexplicativas. Eu realmente queria conhecer quem criou alguma delas. Não, eu não queria.


6- Parar de falar "vem, 2011"...
... quando ainda estamos em novembro é algo para parar e se pensar. 


7- Parar de usar pedaços pequenos de cebola quando você sabe que eu vou comer na sua casa
Quase vomitei agora.


8- Parar de ouvir música alta e ruim no celular quando você não me conhece e tá na sala de espera de algum lugar
Quem gosta de Pink Floyd ou Chico Buarque não sai por aí esfregando na cara das pessoas. Pensem nisto.


9- Parar de falar "ah, o verão" 
Além de eu odiar essa expressão, o que me irrita é gente que fala isso e mora no Nordeste. SÓ HÁ VERÃO no Nordeste. Fale isso e vá andar no centro vestindo uma blusa preta, vá.


Acho que é só, Feliz Ano Novo, vocês que me acompanharam neste ano. OBRIGADUUUUU!

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Coleguinhas excêntricos

Na época de colégio, temos todos os tipos de colegas: o nerd, o palhaço, o não tão bom nos esportes, o pegador e por aí vai. Quem, por exemplo, nunca ganhou meia por 2 anos consecutivos daquele colega gordinho e que, de quebra, ainda levava seu primo repolho para todos os seus aniversários? Totalmente fictícia esta pergunta. Queria eu acreditar.
Falando em aniversários, sempre tinha aquele que chegava tipo meia hora antes da festa começar. Não era seu melhor amigo, longe disso. Era daqueles que ficavam desenhando dinoussauros durante os intervalos e que, se somasse todos os minutos que você conversou com ele, não daria nem o tempo que levava pra amarrar o cadarço. Mas era carta marcada: você ainda enchendo os balões com sua mãe gritando "CALÇA LOGO ESSE TÊNIS, MENINO!" e lá vem ele, vestindo uma camisa polo (por dentro da calça) abotoada até o nariz.
Acho que, nem se fosse aquele colega saco-de-pancadas, seria tão dolorosa essa meia hora. Os deste grupo quase sempre usavam camisas com golas folgadas, de tanto que eram puxados e/ou se metiam em brigas. Detinham o recorde escolar de brigas, geralmente apanhando de todos, como daquele cara que, devido ao seu físico avantajado, tinha o apelido de Gina. Novamente, totalmente fictícia esta parte, claro.
Clássico era aquele coleguinha dramático. Em trabalhos em grupo, era extremamente produtivo: você falava pra ele pintar um prédio; ele pegava uma caixa de palitos, dava literalmente duas pinceladas de tinta e dizia que estava pronto. Na hora da "lavagem de roupa" (alguns professores adoravam isso, e olhe que ainda nem existia Big Brother), esse garoto dava show. Falava que fazia tudo, que ninguém gostava dele e que não suportava mais viver num mundo onde a inversão de valores e o desrespeito à dignidade da pessoa humana imperavam. No final das contas, você passava meia hora com ele fácil.
Não poderia me esquecer do palhaço da sala. Sua kriptonita era sentar do meio pra frente e sempre mandava o insuperável "tem dado em casa?" com aquele sorriso maroto. Nas festinhas em sala, levava brigadeiro com passas dentro, ou então aquele bolo de padaria que ninguém comia. Um eterno sacana. Vou até ligar pra ele pra saber qual é a boa desse fim de semana.